" Cuidemos que nossas palavras e pensamentos não voem além do que a Palavra de Deus nos diz(...) Deixemos com Deus o seu próprio conhecimento (...) Prossigamos tal como Ele se der a conhecer, sem tratar de descobrir algo sobre sua natureza fora da Sua Palavra" John Calvino

25 de mar de 2011

Eu machuco, Tu machuca, Nós machucamos!?

A Prática do Bullying
Este é um assunto que muito tem me incomodado ultimamente. Talvez por observar que o uso do mesmo é muito comum e banalizado e comumente usado por muitos, principalmente em ambiente de trabalho ou em comunidade. Percebo que muitas pessoas acreditem que é algo natural e não percebem o quão danoso é para seus relacionamentos e amizades, e o quanto isto possa machucar alguém.
O que torna o Bullying algo tão danoso?
Pesquisando em alguns dicionários e livros, observei alguns conceitos bem interessantes:
“Bullying é uma afirmação de poder através da agressão física ou psicológica”;
“Bullying é uma palavra inglesa que significa ameaçar, maltratar, oprimir, arreliar, assustar”;
“Bullying é um comportamento consciente, intencional, deliberado, hostil e repetitivo, de uma ou mais pessoas, cuja intenção é agredir ou persuadir outra pessoa”;
“Conjunto de maus-tratos, ameaças, coações ou outros atos de intimidação física ou psicológico exercido de forma continuada sobre uma pessoa considerada fraca ou vulnerável”;
“A prática do Bullying em acompanhado por três aparente vantagens psicológicas que permitem que se machuquem os outros…1. Um sentimento de poder, de que se tem o direito de ferir ou controlar outros; 2. Um intolerância á diferenças e 3. Uma liberdade de excluir, barrar, isolar e segregar outros”.
Talvez alguns possam pensar “Mas são só brincadeiras, se a pessoa não aguenta, fazer o que, não sabe brincar, não brinca”. Interessante como posso observar claramente a seguinte afirmação: “cuja intenção é agredir ou persuadir outra pessoa”. Não vejo nada de interessante em uma brincadeira onde uns se divertem e outros não. Onde a diversão “gira em torno” de uma agressão a outra pessoa, uma ofensa com “cara de brincadeira” que pode perdurar por muitas ocasiões, de maneira hostil e repetitiva, onde aquele que se machuca com a brincadeira pode ser excluído ou isolado de um determinado grupo porque “não sabe brincar”. Brincadeira e zombaria são duas coisas muito diferentes. Tozer, em seu livro ”Esse Cristão Incrível”, faz uma pergunta muito interessante a respeito de nossa avaliação pessoal sobre como estamos vivendo como Cristãos. Ele pergunta:“O que te faz rir?” Então me pergunto, se o que me faz rir é a fraqueza, diferença ou dificuldade de meu irmão, o que tem de engraçado nisto?
“Com a língua bendizemos a Deus Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos a semelhança de Deus. Da mesma boca procede benção e maldição. Meus irmãos, não convêm que isto seja assim” Tg 3.9,10
Usando das palavras do apóstolo Tiago, “Meus irmãos, não convém que isto seja assim”!
O Certo é que há muitos membros, mas um só corpo. Não podem os olhos dizer á mão: Não precisamos de ti, nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós. Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos, são necessários; e os que parecem menos dignos no corpo, a estes damos maior honra (…) Contudo Deus coordenou o corpo, concedendo muito mais honra àquilo que menos tinha, para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperam os membros, com igual cuidado, em favor dos outros. De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e se um deles é honrado, com ele todos se regozijam”. I Cor 12. 21-26
Bibliografias Consultadas
  • Dicionário Priberam da Língua Portuguesa;
  • Coloroso, Barbara. The Bully, the Bullied and the Bystander;
  • Dicionário Aurélio;
  • Google tradutor;
  • Tozer, A.W. Esse Cristão Incrível.
Danyse Padilha de Souza Bezerra, Em: 25/03/2011

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